An eternally thaluker
Anny. 13 anos. Filha de Zeus. Virginiana. Harry Potter. As Crônicas de Nárnia. Pokémon. The Pretty Reckless. Paramore. Avril Lavigne. Once Upon a Time. Grimm. Shippo Thaluke,e me processe quem quiser. Muito prazer,a pessoa mais chata do mundo. ~le passa mouse pra ver os links~
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Classificação: Cada um tem consciência do que faz. Se é cheio de frescurinha com palavrões e sexo,já aconselho a nem ler.

Gênero: Romance

Descrição: Não vou fazer uma descrição…porque ainda não está pronta! Mas posso alegar que o amor nunca morre.

Avisos: Linguagem imprópria (palavras de baixo calão),sexo,álcool.

Então,meu pessoal,eu decidi escrever essa fic (considerando a minha ocupação diária,a decisão foi necessária,hunf) para todos os shippers Thaluke que quiserem ler. Eu vou postar de terças e quintas-feira,já que nas segundas e quartas eu tenho curso de espanhol de manhã,aula à tarde e a noite não sobra tempo; nas sextas-feira eu tenho consultas com a psicóloga,mas talvez sobre um tempinho a noite.

Provavelmente será pequena e com poucos leitores,mas espero ter os tais “poucos leitores”,e espero agradá-los mais a cada palavra escrita. A narração será divida em duas pessoas-algumas partes narradas por Thalia,e outras por Luke. Eu alterei praticamente a história toda. Na minha história,Thalia nunca foi um pinheiro. Luke nunca se juntou ao inimigo. E que se dane o que os outros pensam.

Espero que gostem!

Capítulo 1- O professor de Francês é visitado pelo meu vômito

Narração do capítulo: Thalia Grace

Eu realmente nunca esqueço de alegar o quanto odeio este lugar.

Imagine-se perdido entre adolescentes de 13 a 18 anos,de todos os estilos ridículos e personalidades abomináveis possíveis de imaginar. Imagine-se cercado pelo adorável cheiro de vômito misturado com crianças nojentas e estúpidas-o cheiro do colégio. É ruim só de imaginar,não? Imagine o quão ruim é para mim,presa neste lugar.

Mas eu dou graças a tudo o que é sagrado nessa vida por poder finalmente me livrar desse pedaço de fim de mundo. As aulas se encerram hoje,e eu voltarei ao Acampamento,o que significa que reverei meus queridos amigos,e principalmente…Luke,meu namorado.

Certamente agoniada,empurrei os pesados livros para dentro de meu armário extremamente arrumado-seria aquilo um armário?-e me dirigi à sala de aula. E,claro,todos estavam colaborando a vida para melhorar o meu dia,em especial aquele velho pançudo que nos dá aulas de Francês. As aulas dele são completa e totalmente inúteis se não me ensinam palavrões para xingá-lo durante o ano letivo-e até dar uns créditos nas férias via e-mail ou cartas. Mas,obviamente que não basta eu odiá-lo,ele tem de me odiar também,e a primeira aula em plena sexta-feira tem de ser justamente aquela em que você assiste uma mistura de anta com jumento lecionando uma caralhada de babacas estúpidos e falando com o “r” puxado mais ridículo da face da Terra.

Aguardava o paspalhão de trajes formais denominado professor enquanto observava as pessoas a minha volta-e percebia o quanto isto me causava uma intensa vontade de chorar. Por quê? Por que raios eu estava ali,agora,cercada de adolescentes nojentos e burros,professores corruptos e todas as coisas ruins possíveis de se imaginar em uma escola? Honestamente,eu não sei. E,é óbvio,para melhorar tudo,aquilo era um colégio interno-diz a respeito de um colégio em que você só pode sair aos finais de semana,claro,se você tiver uma família. E nem isso eu tinha.

No momento em que ouvi o “Bonjour” mais falsificado deste planeta,seguido de alguns passos de sapatos sociais,e um cheio horrível de algo como a meia de um homem que trabalhou o dia todo com o sapato mais quente do mundo,eu tive certeza de que o professor havia chegado. E isso não ajudava em nada. 

Estávamos todos em silêncio,lendo-ou fingindo,no meu caso-as páginas exigidas pelo professor,quando algo degradante aconteceu. Eu tive o tosco impulso de jogar uma caneta no professor. Não que essa não fosse a minha vontade,mas era realmente esquisito-não era um comando de meu corpo. Era como se…meu corpo estivesse sendo comandado por outro cérebro além do meu. 

-Muito bem,quem jogou isto?-disse o professor,com o fino rosto vermelho.

Ninguém disse nada. 

-Eu vou perguntar mais uma vez…quem…foi…o vândalo…que…jogou…isto…em mim? 

O silêncio permaneceu. Eu não sabia o por que de ter feito aquilo-embora,seja lá de onde tivesse vindo aquele impulso,eu o havia adorado-e não iria passar minha tarde de “preparação para o Acampamento” na detenção. 

Como um segundo impulso,novamente não comandado por mim,eu me levantei e tentei abrir a porta. Eu não podia ver,mas sentia todos olhando e rindo de mim. Minha cabeça doía muito,e meu estômago parecia ter passeado em uma montanha russa. Aquilo ressoaria extremamente tosco,se eu não estivesse tão assustada por não saber como fizera essas coisas.

Senti duas mãos agarrarem meus ombros e me puxarem,e um cheiro horrível de meia suada. 

-Não estaria você tentando fugir,mocinha?

Eu não sabia responder isso. Eu estava tentando fugir? Eu nem sabia o que exatamente tinha feito. Minha cabeça doía mais. E meu estômago…antes que eu tivesse tempo para pensar em como se encontrava meu estômago,minha última refeição decidiu ser expelida de uma forma violenta-e logo na primeira pessoa que encontrou. Mas eu não tive tempo para saber o que o professor achou da adorável visitinha,pois tive de sair correndo até o banheiro. Provavelmente,todos os presentes achavam que eu era uma bolsista louca e possuída. Mas isso não me importava agora. 

Meus braços apoiados na pia do banheiro tremiam muito. Eu havia lavado meu rosto,e o levantei para o espelho. Eu tinha olheiras profundas. Meus olhos verdes demonstravam frieza e dor ao mesmo tempo. 

Por um momento,eu parecia apenas ter passado mal. Mas algo em meu rosto me fez dar um pulo para trás e cair de costas no chão. Meus olhos verdes. De um tom verde forte,assustador,como essas fumaças coloridas utilizadas em festas. Levantei do chão rapidamente,sentindo-me nauseada,e olhei para meu reflexo no espelho. Meus olhos eram de um azul eletrizante,como um céu cortado por raios. Talvez os olhos verdes fossem apenas uma ilusão de ótica ou um efeito do mal-estar. Ao menos era o que eu gostaria que fosse.

Eu seguia para os dormitórios,ainda um pouco enjoada,porém melhor. Estava completamente distraída,quando algo chamou minha atenção.

Do lado de fora,um barulho de metal sendo esmagado soou muito forte. Eu não estava em condições de me meter em encrenca,mas mesmo sabendo que se fosse vista no local da cena eu seria eternamente culpada,algo me disse para ir procurar a causa do barulho.

Segui diretamente para a área da piscina,um local realmente agradável-para quem gosta de piscinas!-e de cara enxerguei o que causara o estrondo. Três latas de lixo,inteiramente amassadas,estavam jogadas entre a parte de baixo e o lado de uma enorme biga. Ela era conduzida por dois belos cavalos negros,com asas. Pégasos-o Acampamento era cheio deles.

Ouvi passos,e murmúrios. Pensei ser algum funcionário,mas eram apenas dois adolescentes. Eu não os reconhecia do colégio,mas sim de outro lugar.

-Se ao menos você soubesse estacionar direito…-disse uma garota muito alta e forte,vestindo jeans e uma camiseta laranja. Seus olhos eram frios,e sua expressão faria até Mike Tyson pedir pela “mamãe”.

-Foi um acidente!-retrucou um garoto que andava ao seu lado,provavelmente discutindo. Ele era alto,tinha olhos azuis extremamente brilhantes (o que só tornava seu rosto lindo mais chamativo ainda) e os cabelos cor de areia. Sua expressão era um tanto calma,embora eu não conseguisse pensar em como alguém pode ficar calmo quando uma garota como aquela está brava com você.-E veja o lado positivo,a biga está inteira,e ninguém se machucou. Agora vamos fazer o que realmente viemos fazer aqui.

-O que você veio fazer aqui. Eu só o acompanhei por medo de ter a biga destruída e os pégasos mortos. Você é realmente um ótimo motorista. E,além do mais,-disse a garota,sentando-se em uma cadeira e colocando os pés sobre o quiosque-ela é sua namorada. Vá procurá-la você.

Ele olhou-a,evidentemente com raiva,mas deve ter decidido que não valia a pena tentar brigar com uma menina como aquela.

Eles pareceram não me ver,provavelmente porque eu estava paralizada. Por um momento,foi difícil lembrar que eu conhecia aqueles dois. E,a menos que ele tivesse outra namorada,eles estavam ali para me levar ao Acampamento.

-Luke!Clarisse!-gritei,sem sair do lugar. Eles me olharam,e Luke pareceu aliviado em não ter de sair me procurando como intruso naquele imenso colégio. Com os passos acelerados,dirigi-me até onde estavam.

-O que vocês vieram fazer aqui?

-Surpresa.-respondeu Luke,sorrindo. Aquele sorriso…que sempre me deixava com essa cara de idiota.-Eu não queria esperar até amanhã para poder te ver. Principalmente porque hoje é um dia especial.

Hoje é um dia especial. Sim,eu sabia disso. Hoje era o nosso aniversário de três anos. Há três anos eu namorava o cara mais lindo do mundo,e por um momento havia esquecido isso.

Eu não sabia exatamente o que dizer ou fazer,e meio que entendendo a situação,Luke ergueu meu rosto e me beijou. E aquilo fez com que todo o meu péssimo dia-ou até meu péssimo ano letivo-saísse de minha cabeça. Era estranho como um simples beijo podia apagar todas as memórias ruins,como se o mundo fosse outro quando estávamos juntos.

-Eu não sei se o espelho me enganou desde que me conheço por gente,-disse Clarisse,com a voz carregada de sarcasmo-mas eu simplismente acho que não está escrito “vela” na minha testa.

Luke me soltou imediatamente,e eu abaixei o rosto,envergonhada. Mas não havia como esconder um sorriso.

-Guardem as melações para o Acampamento,e não para a viagem na biga. Venham,vamos logo,ainda precisamos ver como está o novo campista.

Rápida dedução: eu estava indo embora do meio do inferno,meu namorado acabara de lembrar do nosso aniversário de namoro (coisa que geralmente é papel meu),Clarisse não tinha “vela” tatuado na testa,e provavelmente havia um novo campista cujo eu nem sabia o nome e nem sabia da existência três segundos atrás. É,o dia estava realmente começando.

Eles me levaram até onde estavam os dois pégasos e a enorme biga,cercada pelas latas de lixo amassadas. Clarisse subiu na biga na velocidade da luz,e olhou Luke como quem dizia “eu não vou arriscar nossas vidas com você conduzindo essa biga novamente”.

Luke subiu logo depois,e estendeu a mão para mim. Eu a peguei,evidentemente me derretendo por sua fofura,e me sentei ao seu lado. Clarisse nos dirigiu um olhar de quem aparentemente não quer ser a tocha olímpica,e uma atitude genial seria não contrariar a vontade dela.

Durante toda a viagem eu permaneci paralizada. Evidentemente estava pálida,ou verde,ou talvez roxa,ou todas as cores misturadas. A verdade é que eu tenho muito medo de altura,embora não tenha comentado isso nunca.

Eu senti uma mão quente em meu braço.

-Você está bem?-Luke me perguntou,com sua voz calma,como sempre.

-Eu,er,estou ótima. Por que parece que não estou bem?-tentei parecer o mais calma possível em minha resposta (aparentemente não obtendo resultados).

-Você está com medo?-ele tentava parecer sério,mas eu podia ver um risinho de deboche nas entrelinhas.

-Bem…estou.

-Não se preocupe,nada vai acontecer. Eu estou aqui.-ele estendeu os braços,e eu aninhei-me em seu peito quente. Fechei os olhos e tentei não lembrar que estava no alto

As mãos de Luke acariciavam as minhas costas suavemente,e aquilo me acalmava muito. Por um momento eu podia ter certeza de que dormiria. Então,Luke deslizou a mão alguns centímetros abaixo…

-Luke!O que foi isso?-perguntei,ajeitando a saia do meu uniforme ridículo. Só agora percebera que ela estava mais curta do que eu pensava.

Ele me fitou por alguns instantes,não exatamente no rosto,mas um pouco abaixo disso.

-Você usou isso o ano letivo todo? Essa saia…

-É,é a droga do uniforme ridículo do meu colégio ridículo.

-Eu o adorei.-ele sorriu,um sorriso que mesclava deboche e perversão.

-Muito engraçado.-eu disse,tentando parecer irritada. Mas a verdade é que se Clarisse não estivesse ali,a situação teria um fim diferente. 

Capítulo 2- Sou agredido com um pedaço de bambu

Narração do capítulo: Luke Castellan

Nós estávamos sobrevoando uma área próxima ao Acampamento,e fazia um pouco de frio (o que era realmente estranho,pois já estávamos no verão).

A esse ponto,pensei que Thalia já estaria surtando,gritando comigo e não se esquecendo de alegar o quanto eu sou um incompetente em escolher um meio de locomoção aéreo para levá-la ao Acampamento. Porém,ela estava calma. Ela havia dormido. Sua cabeça estava encostada em meu colo,e ela respirava calmamente. Sua respiração me fez perceber duas coisas: primeira,ela era linda. Segunda,ela respirava,e talvez este fosse o único motivo para que eu fizesse o mesmo.

-Temos um problema-Clarisse falou,e pela primeira vez desde que a conhecia eu pude sentir a preocupação em sua voz.-Eu acho que vamos cair.

-Já sofremos quedas piores,e se cairmos,iremos cair no lago. Relaxe. 

-Luke…-Clarisse trincou os dentes,e parecia querer dizer algo,mas não sabia quais as palavras certas a serem usadas.

-Não vai me dizer-eu disse,à muito custo reprimindo um sorriso de deboche-que você também tem medo de altura?

-Mas é claro que não,seu idiota!-ela pareceu realmente irritada,ou talvez estivesse apenas apavorada.

-Então você tem medo de água?-disse,em tom de deboche,apenas para irritá-la mais ainda. Mas não tinha ideia do por quê de ter feito isso. Talvez eu estivesse querendo morrer neste momento.

Clarisse fechou a cara maquinalmente,e eu percebi que a minha piada foi muito séria-Clarisse realmente tinha medo de água.

-Olhe,se atreva a abrir essa boca,e vai precisar comprar uma língua se quiser falar mais alg…-Clarisse olhou para baixo,e em seguida me olhou,como se disesse “posso entrar em pânico agora?” sim,eu sou fã de Harry Potter,e só então eu percebi que realmente estávamos caindo.

Espontaneamente,eu tentei mirar o lago. Não porque eu queria ver Clarisse com medo de algo (mas quem disse que eu não queria?),talvez porque cair na água seria menos doloroso do que cair no chão. E,óbvio,existiam as gentis moças aquáticas no lago que nos ajudariam a não morrer. 

Clarisse,parecendo desesperada,me empurrou,e mirou o ponto mais eficiente de todos-uma pilha de galhos,que evidentemente era o ponto mais ironicamente confortável que ela poderia ter escolhido. O vento estava ficando forte,então presumi que estávamos caindo rápido demais,e a queda seria feia. Eu não conseguia respirar com seriedade. E Clarisse estava tentando nos matar.

Provavelmente com a cabeça muito longe dali,eu tentava empurrar Clarisse,e forçar a mira ao lago,mas nem todo o esforço do mundo ajudaria. Clarisse era muito forte. 

Thalia devia ter acordado,pois ouvi alguns gritos,e em questão de minutos,nós três fazíamos a maior bagunça do milênio para tentar estacionar a biga sem destruí-la. Na realidade,Clarisse tentava não destruir a biga. Thalia tentava não ter um daqueles ataques de acrofobia. E eu tentava não morrer e nem matar as minhas companheiras.

Antes mesmo que pudéssemos respirar,a biga já havia sido lançada ao chão,diretamente nos campos,e deslizou até uma área bem próxima do lago de canoagem. Os pégasos resistiram à queda,mas a biga nem tanto. Eu estava sobre pedaços de biga,e sobre algo laranja de cabelos castanhos. Eu realmente não estava em condições de deduzir algo,mas eu palpitei que aquilo fosse Clarisse.

Minha cabeça doía muito,e meu estômago parecia brincar de ser uma bolinha perereca dentro de mim,mas eu não podia ficar parado ali,principalmente por estar em cima de Clarisse. Me levantei e tentei não tropeçar nos destroços da biga. Clarisse tentava tirar um pedaço de cima de sua perna,então eu presumi que seria melhor ajudá-la para não dar a ela mais um motivo para jantar sanduíche de Luke. Com cuidado,a ajudei a se levantar,e por alguns segundos ela me encarou,furiosa. Por um instante,pensei que ela fosse me dar um chute que me lançasse ao outro lado da colina,mas,para a nossa alegria,alguns campistas curiosos apareceram,e isso a fez esquecer que eu destruí sua biga e quase havia nos matado.

Fiquei parado,observando os campistas animados. Eram muitos. A maior parte deles já estava ali e uma grande outra parte chegaria amanhã. Eu estava parado,observando a minha família. Por um momento foi até difícil lembrar que Thalia não estava ali.

Espere…Thalia.

-THALIA!-senti o desespero tomando conta de mim. Thalia havia sumido,e eu nem percebera. Talvez tivesse caído durante a queda…Não,cara. Esqueça. Ela estava ali. Tinha de estar.

Clarisse me olhou,e vários outros campistas pareceram lembrar que fomos buscar Thalia e havíamos voltado sem ela.

Eu estava preparado para procurá-la até onde Cronos perdeu as botas,mas então uma figura muito molhada colocou as mãos para fora do lago de canoagem e tentou se levantar. Corri até a beira do lago,segurei Thalia pelos braços e a puxei. Ela estava ensopada. Os olhos azuis eram ferozes,e o delineador preto escorria por todo o seu rosto. Ela estava pálida,e a blusa branca do uniforme social agora era muito transparente. Resumo-ela estava linda.

posto mais depois,preciso sair agora,é .-. como se alguém fosse ler